domingo, 18 de janeiro de 2009

Na Noite de 11 de novembro de 1872, na comarca do Serro Frio, em Minas Gerais, deram-se fatos de pavoroso suceder...

Um desaforo de orgulho e silêncio, deixando as frases escaparem ontem... Deveria ter corrido e anotado tudo no seu caderninho, pensava. 
Mas não.
Decidiu  ficar deitada quietinha, olhando as estrelas, sem dar explicação alguma...
Sabia que coisas precisam de tempo para serem digeridas...  Imagens em movimento e sensações!

...Cansada da sua necessidade de falta de clareza, e de transparência absoluta. Cansada e orgulhosa.
Orgulhosa e tola, criando artifícios de linguagem para contar "de forma enigmática" sobre o fabuloso filme que assistiu e sobre o (não menos genial) livro que lê aos finais de semana. 
Mas não.
Sabia que a magia estava na compreensão dos códigos e sinais; na sutilieza da comunicação.
Na comunicação do mundo: no conto escolhido ao acaso (o título!); na concordância sobre o machismo do Diplomata. Em plena suspensão, decidiu que assim as coisas pareceriam mais vivas, e compreendeu que esse processo só se torna possível diante de uma leitura ativa.

Sua dúvida era sobre sua necessidade de esgotar as coisas. Pois, se por um lado ninguém podia culpá-la por falta de detimento sobre "a obra", por outro, percebia que perdia muito tempo na mesma coisa, e sentia-se lenta.

Já se passaram quase duas horas até aqui... 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Gosto de cachorro de sarjeta que quando escuta a corneta...

Está comprovado que o que realmente importa é a prática efetiva. A constância. Tão chata...
Trabalho de formiga. 
O todo está nesse agora... 
Quem sabe um dia eu consiga equilibrar o gênio e o suor: o casamento perfeito entre a inspiração e a constância?
Eu penso...

... E sai(o) atrás do Batalhão!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Cumprindo promessas na marra!

-A diferença entre a Prenda e a Pomba gira, é o ombro!

***
Ultimamente, estava preferindo o silêncio. Por isso não dizia mais nada, nem fazia mais desenhos.
Mas tinha finalmente se organizado... isso sim! 
E se já não dizia nada, por outro lado, dobrava metais. E se já não fazia desenhos, por outro lado, picava folhas de jornal.
Fazia outros caminhos, provava novos pratos!
Percebia a clara linha entre o sonhar e o fazer. Entre o querer e o buscar...
Pensava ainda sobre o Tempo (agora), e o Medo. E também na prática da constância (ainda!), e da paciência, e na relação entre as duas.

A única coisa certa até agora: não podia ficar muda. Mesmo, sem querer dizer nada.



sábado, 3 de janeiro de 2009

A ouvir o arrulho jururu dos pombos no sapê

É preciso que todos acordem para me ouvir dizer que o mundo talvez tenha acabado, e que as pessoas já não são mais as mesmas.
Ela vive de metáforas, disse ele.
Nossa vida parece um filme, disse eu.

Existem tantas casas de muro baixo, e fachada rosada ainda para conhecer! E tantos abraços, que a sede de de voar dá um nó na garganta!
Qualquer comunicação já não é mais possível, e tudo, tudo é muito grave e certeiro. 
Absolutas...
... Certezas!!!!!!


Mas é que é tão fácil ser feliz, que em alguns momentos chega a ser triste... 
Atuar, assistir, calar... 

Eu separo folhas de louro de paus de canela, e sinto uma saudade.
Penso que a coisa mais bela nele, é a pura sinceridade nunca antes vista.

Agradeço pela chuva, pelo muro, pelas plantas nele, pela caverninha finalmente habitada.

É preciso que alguém acorde... 
É preciso que alguém diga verdades e vá buscar pão.
É preciso trabalhar na próxima semana, e na próxima e na próxima também.

Eu descubro que tenho pressa para acordar, e essa crença é uma prece.


domingo, 14 de dezembro de 2008

O Título é: uma canção!

Como em Joãozinho e Maria, e outros tantos contos de fada que já tinha lido, Ela.
Como luz, a chama de uma vela. Vela velha de esperança, dos tempos de Negrinho do Pastoreio.
A cada curva do velho corredor caracol (com paredes que bem poderiam) Ser de pedra, revestido dos mais diversos tipos de musgos... 
A cada curva e zunido sentia.
Como nas curvas em alta velocidade da estrada...

Indecifráfel... Vertigem!

Definitivamente não existem palavras suficientes para designar TODAS AS COISAS do mundo.
Eu finjo e existo nesse meu gesto minuto. 


"Passeava com dois amigos ao pôr-do-sol – o céu ficou de súbito vermelho-sangue – eu parei, exausto, e inclinei-me sobre a mureta– havia sangue e línguas de fogo sobre o azul escuro do fjord e sobre a cidade – os meus amigos continuaram, mas eu fiquei ali a tremer de ansiedade – e senti o grito infinito da Natureza."
Edvard Munch

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

E eu, distraído e sem medo...

Sentada na poltrona, fica impressionada. Se aquele senhorzinho foi ler Castro Alves (por achar pobres as suas composições), o que teria ela que?

Sonhava constantemente que encontrava uma nova porta na sua velha casa. “A sensação de surpresa quando encontro esse espaço é muito intensa: imagens de decorações novas. Penso agora em almofadas e luzes!.” A peça nunca esta vazia. Hora é pequena, hora é toda uma outra casa. Colada... Germinada à velha. “Esse espaço tem luz de cozinha!

"E descobri como um velho bandido
Que já tudo está perdido neste céu de zinco
Eu que só tenho essa cabeça grande
Penso pouco, falo muito e sigo pr'adiante
Descobri que a velha arca já furou
Que não desembarcou
Dançou na transação dormindo
E como eu fui o tal velho bandido
Vou ficar matando rato pra comer
Dançando rock pra viver
Fazendo samba pra vender... sorrindo"

Sérgio Sampaio

E por falar em Arca: estávamos no pôr do Sol. Eis que passa um Tubarão. E uma joaninha. E infinitos animais mais.

Nesse meio tempo uma oferenda atrai a pomba, que é completamente branca, e pousa na pedra, acima das velas. Ela pára ali por algum tempo, aproxima-se de nós. Nova pausa. Ela volta, e fica na portinha da gruta improvisada.

Seguimos.

O telefone toca, e descubro que a Brisa está para chegar. Felicidades!

Vemos agora o Rato, umas quantas fadinhas (fadinhas?), Abelha, Pato-Lino, Vaca, Girafa e Gambá.

Não tinha nenhuma Baleia...

 

... Indo pela rua.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Manjedoura d`Alma

Após exaustivas reflexões e exames estéticos, finalmente a descoberta:
Eram um casal de imigrantes, em terra nova.
Mais pelas medidas do que pelos trajes.

Pela manhã, ela sonhava com longos cabelos que deviam cheirar à Lavanda.
Andava no sol fraco e escarafunchava a terra da casa vizinha, em busca de ervas daninhas.
As Daninhas.

Sentia medo à noite. Sonhava com matos e velas.





Outro dia. Depois de pronta, já de aventalzinho e com o chão devidamente forrado com muitas folhas de jornal, pôs-se a construir estatuinhas de barro.

Era uma vez, meninos que dormiram no quintal. Ele cortava madeira. Abria os outros...
Mudaram-se para uma caverninha. Ela tinha uma oficina no armário embutido do quarto. Gostava de cantar, e eles dançavam juntos.

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