domingo, 3 de janeiro de 2010

O que aconteceu nesse meio tempo.


Primeiro teve a saída da caverna. Novos discos, balões até... Depois a mudança, a ventania, bolhas de sabão na janela, artes e pessoas, a interrupção no contato.
...


Moro à beira de um rio. Engraçado pensar que aqui em baixo passam peixes que já peguei com a mão... sonhos que já foram um dia.

Pontos de luz. Moro a beira de um rio, que no Sábado grita e que no Domingo se cala.

Do outro lado um casal briga na lavandeira, uma luz se apaga, e uma cortina se fecha. Alguém ainda assite televisão naquela janela de tule cor de rosa... engraçado que ainda assisti o “Edifício Master” antes de vir parar aqui... na beira desse rio... que à uma hora se cala, de segunda a sexta. Que às vezes reclama aos berros, e se exibe como já foi previsto.

Sim... eu moro à beira de um rio. A outra margem é de papelão, e me sinto bem aqui nessa posição de semi-deus.

30.11.09

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Criarei um pseudônimo para escrever livros!

Não achava bonito ser só. Nem achava bonito cultivar paralelepípedos no peito, e muito menos fabricar noite todos os dias.
Eles estavam perdidos em um outro tempo.
Teve até uma vez que...
...
Melhor deixar pra lá.
Sustentados em alfinetes, nas pontas dos pés. Bonecos de pano, recheados de cidreira...
Teve um dia...
Não.
Começariam e recomeçariam sempre, em um infinito circular.
(E eu me repito e me declaro, explícitamente!)
Ah, as flores... as dores... e os amores!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

De manhã cedinho, tudo cá cá cá, na fé fé fé

Então tá: a partir de agora, passarei a documentar todos meus passeios.
Conseguirei uma camera digital, e fotografarei cada coisa. Terei álbuns cheios no orkut, e uma felicidade concreta.
São 7 horas da manhã, e eu me preparo. Sento, respiro.
Fecho os olhos. Imagino Porto Alegre, um vento gelado, e subitamente me transporto para a praia.
Lá, danço na areia e ensaio estrelinhas. Vejo o sol que brilha na água e repito para mim outra vez: isso sim é felicidade!






terça-feira, 13 de outubro de 2009

... Ou não!

Desci as escadas correndo, pra ver se te encontrava. Ele foi embora a meia hora atrás, me disse o porteiro.
Sentei no primeiro degrau (aquele que fica perto da planta em forma de ursinho), tirei o livro da bolsa e fiquei ali, decidida a esperar tua volta.
Nisso, passa o K. Ele senta do meu lado e diz que está "em processo de separação", e que nunca nada disso é fácil. É gente que morre, é gente que nasce, é casamento acabando e começando, diariamente.
"Sempre complicado. Sempre".
Entre os nunca e os toda vida, escapa a notícia:
-Tá sabendo que...


(Continua...)


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Memória I

Ganhei um pianinho de madeira clara, bem pequenininho, quando era criança.
As partituras foram por mim recortadas como se fossem figurinhas de um álbum.
Antes mesmo que tivesse a chance de rearranja-las ao meu bel prazer, minha mãe chegou, e explicando a utilidade do livretinho disse que assim, recortado, de nada ele valia.

Desde então creio que nasci para compor.


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pecilotérmica e fotossintética

Todas velhas novidades, e se já não possso mais transbordar, que fazer?
Penso em técnicas, e puxo as cordas... dou nós...
Pulo, e penso no peso dos pés,
ou na força das pernas.
(Seriam elas mais fortes que a boca?)

São paisagens em reflexos
(e eu acho que já li essa frase em algum lugar)
E em um segundo, posso voar. Como nos sonhos.
O reflexo.... esse jogo de ver, Ser e ter.

O vento assovia lá fora, e isso não é nada tranquilo.
Porque se lá venta, aqui transborda, já disse!
E se lá fora já não faz sol, sem luz,
enxugo o vermelho que me sobe os pés, enquanto me contorço em mais uma nova e dedicada melodia.

Todos (atirando-se no chão, entre risos): Miiii-aaaau!!!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Rá: o Retorno!

Como o perfume das laranjeiras em flor, volto. Cafona certas vezes, mas volto.
E volto porque posso ser ... novamente. E volto porque novamente tenho sentido, visto e ouvido tudo, porque afinal, talvez seja esse mesmo o movimento. O movimento da onda: vai...chuá... e vem... chuá... e vem....
Nessa, nasceu a pestana. Nessa, arrisco meu primeiro dedilhado.
Nessa, paro na apresentação de uma orquestra Sinfônica a perceber como é estranhos homens usarem sapatos: já pensou que lindo, se estivessem todos descalços?

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