sexta-feira, 8 de maio de 2009

:/

E quanto mais vazias forem as coisas...
E quanto mais inexpressivas se tornarem: tanto melhor!
Se ele magôa por um lado,
eu, por outro lado magôo.
Somos dois
em seres e dores.
***
Aliás... porque sempre dói mais à noite?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sonho de 1 Real: Sinhô e Vivaldi

Porque o negócio da gente é pensar, mais do que agir. Ela mesmo, por exemplo, é super preguiçosa. Tem preguiça até de improvisar: outro dia disseram para provar o vazio de nada planejar/ser/pensar. E ela? Ela... ela... já sabia desde o início o que queria dizer.... Já tinha verificado a localização de todas as portas de incêndio do ambiente...
***
Era quinta feira. Ela, puro fragmento. Monta-desmonta-monta-desmonta. Vinha de momentos de muitas luzes, reconhecio o quanto era feliz por pertencer (de alguma forma) a aquilo tudo. Sentia-se ignorante, e feliz por contentar-se com pouco: tudo, tudo tocava tão profundo, mas tão profundo, que... bastava!
Sofria sim, pois não  conseguia falar sobre o tempo, ou a chuva: era preciso sempre envolver as tripas. 
Será mesmo?
***
E, pergunta que não quer calar: Mas afinal... o que é a nossa memória?

terça-feira, 5 de maio de 2009

A Obra de Arte

Porque se em mim, eu não ajo
Age em mim teu suspiro.
Respiro vida, e vivo melhor!
Respiro o ar do meio dia, que cheira a matos e folhas.
Depois do sol, a goiabeira e os coqueiros!

São Cocos e melancias, e Relógio de Ouro tarde a dentro.


quinta-feira, 23 de abril de 2009

Início... ( ou, "Com o título à definir")

Agora era noite. Lembro de uma capelinha de Nossa Senhora de Fátima sobre a porta, eu, menina, entrando. Lembro da luz da alta escadaria que ficava ao lado da minha porta.
Fragmentos do Diário da menina X. 
(Mas que poderia ser Z. Ela não tem nome, nem tampouco existe.)

Quando se é pequeno, tudo tem outra dimensão. Um "quê" de Sonho.  Um ângulo que fica esquecido com o passar dos anos, conforme crescemos. Por isso, sempre confiei em pessoas que sentam ou dormem no chão. Provavelmente serão as únicas a enteder de que falo quando me refiro a um ângulo esquecido: assim como na infância, o chão deixa o teto alto. De acordo com a posição da cabeça é possível inclusive obter a sensação de "torto", típica do Expressionismo Alemão.
Tenho muitas lembranças da infância. Minha infância foi um filme!
xxx
Eu prometo escrever o máximo que puder, para dar trabalho à quem decidir me decifrar. 

Era noite quente, e a rua cheirava a Jasmim. Da Azaléia só fiquei com a imagem  rosa com suas pintinhas escuras. 
Uma lua muito grande brilhava no céu, no seu primeiro eclipse. Cavalo de fogo,e  abriguinho três listras. Eu estudava sentada no chão, com o caderno sobre a cama. 
Ainda a mesma menina Fictícia...

Fazia assim até hoje! Fazia assim: tomava chás, e comprava sabontes. 

...meio...

Era noite, e ela Mulher,  percebia as antigas músicas de novas maneiras. Resignificava seu entorno, e a si mesma. 
Mas, estranhava o fato de ainda não ter chovido. E ao mesmo tempo, tinha dúvida se devia pensar que:
1)Era somente a umidade típica do inverno que se aproximava, anunciando sua chegada - e que ela sentia em todos seus poros e células- agora que a noite vinha mais cedo a cada novo dia, tal qual um monstro, que se arrasta, l e n t a m e n t e. 
2) Ou, se devia continuar enganando a si mesma e seguir crendo que vai chover amanhã de manhã. Assim, a umidade não seria do inverno, que nunca mais ia chegar.
 
Ou sabia, e que não queria saber. Não queria saber porque o inverno na sua terra tinha aquele cheiro de fogueira à noite, e um horizonte vermelho e empoeirado que brilhava uma vez por ano, no dia 31 de Dezembro. 
...e fim!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Porque lia pouco, mas via o suficiente.

Ela ficou, então, naquela família.
Anos depois, já com filhos, pensava em como tudo poderia ter sido, e não foi.
Via na foto (aproximadamente só 6 anos de intervalo!) como:
1)Ela envelhecera. Aposto que passava as noites de sábado se revezando entre "A balada", e os pontos frouxos de tricô. Essa, especialmente, me faz pensar nequeles versos (César Costa/Aldir Blanc. Ela): "Passa a Páscoa em paz consigo, no quintal".
2)A Outra não: tinha a pele esticada pela mais Ultramoderna Maquinaria Química da Indústria dos Cosméticos. O Sexo também ajudava. Ela (aproximadamente só 6 anos!), tinha certeza de que a Outra andava pagando jovens garotos para saciar seu voraz desejo (que era infinito!) por sexo. Pelo menos, de todos, parecia a mais sinceramente feliz. 
Devia ser pelo Sexo.
3)E tinha Essa cuja beleza Natural era uma "dádiva" ao avesso. Essa, era tão ratinhamente feia, que... chegava a dar pena. 

Pararia por aqui.

(Falta pouco mais de uma hora para que a chave caia, e desliguem a luz.
Hoje, começa um novo espetáculo: são as especulações, os maldizeres.)

Pensava em como teria sido se tivesse optado pelas erupções. 
Se perguntava se teria tido aptidão e disciplina suficiente para conseguir tornar-se uma artista completa, de verdade!
Perguntava se devia mesmo se perguntar.
pausa.
Nesse exato momento, quase se arrependendo por de ter perdido tanto tempo pensando em tanta bobagem junto, percebe (num susto!) que o leite vira, e suja o fogão.


quinta-feira, 2 de abril de 2009

1, 2... testando!

Não precisava mais ser clara, e abandonava o desejo de ser compreendida nesse (extao!) momento!
Não importava mais se o interlocutor foi sempre o mesmo:
Não importava mais.

"As pessoas lêem porque querem", e eu mostro à ela como é estar, e não estar aqui.

(Porque cada parágrafo pode ser sobre um assunto, e cada letra ser de um autor diferente.)

Porque eu sonho agora com imensos edifícios de vidro, com escadas rolantes de vidro que se cruzam, e tudo, tudo brilha como um imenso edifício alto de cristal.

E por falar em edifícios de cristal:


sexta-feira, 27 de março de 2009

Como a égua amarela, e o cruzeiro do Sul...

Estava sentado em uma outra cadeira, digitando outras teclas - o teclado, iluminado por uma luz verde. Nunca tinha antes pensando em iluminar o teclado?

A música também é nova. -Pai, não deixa eu te cansar, mas... me deixa te mostrar essa música aqui que é muito tri! Pai, e eu preciso compartilhar ela com alguém... Bah pai, essa mulher aqui também é muito massa...

Ela me lembra eles, pensei.

E eles... Eles me fazem pensar em faltas. Em faltas e buracos.

Mas também em fios, caminhos, estradas, estrofes, pontes vírgulas e viadutos!

Mas como eu ia dizendo: estou sentado cima de uma nova montanha, do último andar de um outro alto e último edifício. Esse outro, outro quarto... esse quarto já foi meu!

E nessa outra época, outra e última época, eu costumava ir beber vinho na cabeça da pista do aeroporto.

Mas isso foi em outra época... quase 10 anos atrás.

(Nossa!)

No fim, até que está sendo bom essa coisa de ter 40 anos. Quando jovem, vivia sonhando em finalmente usar uma gravata -um advogado de sucesso! - e casar.


(Puf! E ela, derepente, descobre de onde era a história da égua amarela! Há! Você está me dando pistas de vocêzinho?)

E é i n c r í v e l ! - pensava ele - pensar que o UNIVERSO tem mantido constantes diálogos consigo. 
Começavam a crer que estavam loucos!

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