quarta-feira, 26 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Gostaria de te matar, e te odeio tanto em alguns momentos. Isso é o que eu digo então.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Pequeno ensaio do novo que será "Quando eu começar a dizer tudo"
No tempo em que eu era louca, não podia deixar o dia amanhecer. Era preciso dizer tudo agora. Era necessário ordenar com urgência as garantias que eu teria ao concordar em me relacionar com o todo, o resto, o não-eu.
Antes de eu ser louca, porém, em nada me era permitido tocar. As coisas seriam sentidas ou pressentidas e seria fundamentalmente assim que eu passaria a compreender as minhas verdades.
Minhas verdades, sua verdade.
Nossa verdade. Ela, que não existe, e que requer construção.
Agora não estou mais louca. Aprendi a confiar em minha saliva e nos dois dentes que me restaram.
Boa noite.
Ps: com início, meio e fim! Dale!
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Saudade
domingo, 5 de junho de 2011
Historinha sobre a Biodiversidade
Era uma vez um amor tão bonitinho: Ela menina, Ele passarinho.
Ela menina ia para a escola quando viu o corpinho no chão, ainda quente, que tinha acabado de se esborrachar depois de cair do alto do prédio.
Quente ainda. Coitadinho!
O corpinho foi transportado com a mão até o interior de um toco de árvore também morta. Ali, na beira da sepultura, Ela menina prometeu que iria diariamente depositar flores coloridas de papel no oco do toco da árvore, para que nunca fosse esquecido aquele corpinho ainda quente de passarinho.
Mas as flores acabaram lhe trazendo um problema. Tomavam tempo demais.
Na semana seguinte, esse era o bilhete que Ela levava para casa:
“Comunico que a aluna passa todas as aulas desenhando, pintando e recortando flores de papel. Abandonou a matemática, e nem historinhas escreve mais.
Ass.: A Professora.”
Foi dito então à menina que deixasse as homenagens póstumas de lado e que voltasse a estudar. Ao contrário do que se imagina o conselho foi rapidamente acatado, pois ela já tinha cansado de recortar e pintar e desenhar as tais flores.
Tic-Tac.
Muito tempo passou. Ela já não passava mais naquela rua, e Dele não sobrou nem o toco da árvore que foi posteriormente coberto por grossa camada de cimento.
Mas, muitos e muitos anos depois, Ela conhece Ele, que tinha se transformado em um homem muito alto e magro, leve, leve, com rápidos olhinhos ligeiros, e que tinha uma voz de anjo que a deixava muito feliz quando cantava. Agora ele deixava sementes em volta da cama dela, e de aerado fazia seus dias mais leves, enquanto riam e sonhavam juntos.
É de uma vez um amor tão bonitinho. Ela não mais menina, Ele não mais passarinho.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Enquanto relia seus pequenos cadernos verdes.
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